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21 de jul de 2011


O que é bom saber sobre as moleiras do bebê.

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A lenda sobre os enigmas e perigos que rondam a moleira – ou fontanela – do bebê já foi enorme, mas seus mistérios estão praticamente decifrados e não assustam mais. Sabe-se hoje que ela é peça importante da arquitetura corporal dos recém-nascidos, com uma função específica no parto natural. Sabe-se também que não é tão frágil quanto parece e pode indicar uma série de estados de saúde da criança. Tudo isso no plural, pois não existe uma moleira apenas, mas duas. "A fontanela mais conhecida fica no alto da cabeça, chamada anterior. A posterior, um pouco acima da nuca, é menor e menos perceptível", explica o pediatra Luiz Cervone, da Maternidade São Luiz, em São Paulo. As duas são áreas em que não há ossos envolvendo o cérebro sob o couro cabeludo. Mas a massa encefálica não fica desprotegida. "Há uma espécie de bolsa sanguínea logo abaixo da pele, que atua como um colchão de proteção", diz o médico. A função básica das moleiras é reservar espaço para o crescimento do cérebro, cujo perímetro aumenta de 0,5 a 0,7 centímetros por semana, no primeiro mês de vida. E continua aumentando, ainda que mais lentamente, ao longo dos 18 meses seguintes. Se não houvesse esse espaço, o cérebro ficaria comprimido. Essa flexibilidade é útil, aliás, logo no nascimento. "Os ossos cranianos se adaptam para facilitar a passagem da cabeça do bebê pelo canal do parto", diz Cervone.

Fechamento

Com o amadurecimento da criança, as fontanelas vão se fechando: a menor deixa de ser perceptível aos 2, 3 meses; a maior, que é visível até o quinto ou sexto mês, depois passa a ser apenas palpável, desaparecendo por volta dos 18 meses. Segundo a pediatra Maria Esther Ceccon, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o fechamento precoce pode apontar microcefalia (pequeno crescimento do cérebro). A demora pode indicar de raquitismo (falta de cálcio e vitamina D) até hidrocefalia, que é o desenvolvimento exagerado do cérebro. Às vezes, alguns desses casos exigem cirurgia. Por sua constituição, a moleira reflete estados de saúde do bebê. "A depressão da fontanela está relacionada com a desidratação", confirma a pediatra Maria Esther. Se a moleira estiver inchada, pode se tratar de uma infecção, que deve ser pesquisada. Na criança saudável, ela se apresenta plana e levemente resistente ao toque.

Janelinha útil

A existência de uma área na cabeça do recém-nascido, que não está coberta por osso, facilita o uso de alguns equipamentos médicos. Nos bebês prematuros, por exemplo, o ultra-som neurológico é feito pela moleira anterior, que neles também costuma ser maior. Essa variedade de funções torna as moleiras muito importantes, mas isso não é motivo para deixar de lavar adequadamente a cabeça do bebê, com medo de machucá-lo. "Não é para ficar apalpando, até porque não tem necessidade. Mas pode passar a mão sem susto", diz a pediatra Maria Esther Ceccon. 

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